Nunca senti peso e nenhum tipo de pressão por causa do meu apelido. Mas sabes o que senti e ainda sinto todos os dias? Um orgulho imenso. Isto porque o meu tio, o meu avô e o meu pai sempre me acarinharam bastante e nunca me fizeram sentir que tinha algo a provar. Se eu conseguir fazer um vigésimo do que eles fizeram no desporto para mim é motivo de orgulho. Cresci a ouvir mil e uma vezes as histórias do meu tio e do meu avô que me faziam sentir como se estivesse a ver o meu avô a jogar ou a liderar como treinador a equipa do FCP ao tricampeonato ou a tornar o Vitor Hugo no melhor de sempre (ele tinha um carinho enorme pelo Vitor, como se fosse mais um filho para ele). Ainda tive a sorte de ver o meu pai jogar e de ouvir também as histórias de alguns momentos que o marcaram, e o mais bonito deles foi a época de campeão nacional pela AAE. Dá para sentir todo a carinho e amizade que ele tinha por essa equipa. Por isso Francisco, pressão nunca, orgulho constante!
Sempre. A primeira vez que entrei num pavilhão foi com o meu avô na AAE. Ensinou-me a andar de patins quase antes de saber andar. Podia ter sido jogadora de hóquei, mas a minha mãe trocou as ideias ao meu avô. Aos sete anos o meu pai incentivou-me a começar a jogar voleibol e a partir daí nunca mais larguei o desporto. Acho que já nem consigo imaginar como teria sido a minha vida sem desporto, sem os treinos ao final do dia, sem os jogos e viagens de autocarro nos fins de semana, sem as emoções do “balneário”, sem a equipa.
No ringue de patinagem do Pavilhão Arquitecto Jerónimo Reis – casa da Associação Académica de Espinho – com o Avô, Vladimiro Brandão
Acho que tentei ser aplicada em todas disciplinas. Não percebo porquê, mas português era a disciplina que menos gostava. Sempre fui apaixonada pela matemática e pela física. Adorava e adoro números. Penso que este carinho pelos números ditou em parte a minha escolha pelo curso de engenharia mecânica na FEUP.
Francisco, não sei se sabes, ou pelo menos já ouviste dizer, o balneário de uma equipa feminina é um furacão de emoções (acho que todas as minhas antigas colegas de equipa vão concordar com isto!). Quando no início de uma época alguém disser que vai ser tudo tranquilo, ignora, é uma grande mentira! Nos últimos 5/6 anos tive a oportunidade de ser capitã de equipa e tive a responsabilidade de tentar ser um exemplo para as minhas colegas. Numa equipa todas são diferentes, cada uma tem mil problemas e encara-os de forma completamente diferente. O meu grande desafio foi saber lidar com todas elas e de maneiras totalmente diferentes. Fez-me crescer bastante e fez-me ser uma pessoa mais sensata, tranquila e desenrascada. O saber lidar com problemas diferentes e escolhas difíceis é o meu dia a dia profissional como engenheira de produção. Toda a gestão que tinha de fazer no balneário é semelhante aos meus desafios profissionais diários.
Voltando à primeira pergunta, senti orgulho! Eu sei que a maioria das pessoas conheceu o meu avô como um grande Homem e atleta. Eu tive a oportunidade de conhecer uma outra versão dele. O meu Vô. A pessoa que mais gostava de mim neste mundo. A pessoa que fazia tudo por mim. A pessoa que só me queria ver feliz. Devo ter sido das únicas pessoas com quem ele nunca gritou dentro do ringue de hóquei da AAE. Eu tive acesso a um Vladimiro Brandão que mais ninguém conheceu, acho que nem mesmo a minha mãe nem o meu tio. Por isso, na maioria das vezes, eu olhava para ele apenas como o meu avô e não como um dos maiores atletas da nossa cidade. Lembro-me bem dessa homenagem na Nave. Foi um dos momentos que me fez cair a ficha, fez-me realmente perceber a magnitude dele. Milhares de pessoas de pé a bater palmas ao meu avô. Arrepio-me só de me lembrar!
Até me fazes sentir velha (sorrisos!). Calma que ainda tenho mais dois anos e meio até entrar nos 30! Gostava de poder ter viajado muito, mas muito mais. Viajar foi uma das coisas que ainda não tive a possibilidade de fazer tanto como gostaria. Conhecer o mundo, diferentes culturas, diferentes paisagens. Abdiquei muitas vezes de viajar em prol do voleibol, mas, em princípio, esta vai ser a minha última época por isso já não tenho desculpa para não marcar viagens. Tenho cinco viagens que gostava de fazer nos próximos anos: Rio de Janeiro, Ibiza (com as amigas), Nova Iorque, percorrer parte da Indonésia e um mochilão na América Latina. Agora só falta marcar.
Acho que na altura ainda não tínhamos bem noção do impacto que esta pandemia iria ter. Para mim foi difícil mudar a rotina a que estava habituada há quase 20 anos – treinar e dividir quase todos os dias o balneário com as minhas “babes”. Nas primeiras semanas ainda acreditávamos que íamos voltar e acabar época. Quando soube que não íamos poder jogar foi muito triste. Ainda por cima íamos começar a fase dos primeiros e lutar pela subida de divisão. Todas queríamos realizar este sonho de fazer o espinho subir à primeira divisão. Fiquei desolada por não o poder fazer com aquele e grupo, todas ficámos.
Para mim não foi bem uma transição. Não foi uma troca de Espinho pela Académica. Não saí do Espinho porque ia jogar para a Académica. Já não estava a conseguir conciliar a minha vida desportiva com os meus compromissos profissionais. Estava a começar a ficar completamente desgastada, física e psicologicamente. Andava sempre a correr, muitas vezes chegava atrasada e já nem sequer conseguia ir a todos os treinos. Mas eu queria sempre estar presente para o grupo, para as minhas colegas. Foi muito difícil tomar a decisão e dizer que não ia conseguir fazer parte do grupo na época seguinte. Mas cheguei a um ponto que tive de pensar um bocadinho mais em mim. Sabia que não ia conseguir assumir um compromisso tão grande que iria exigir de mim mais do que iria conseguir dar à equipa, às minhas colegas, ao meu clube. Estava decidida a abrandar e a ter mais tempo para mim.
Quando reencontrámos a Rita na Nave Polivalente de Espinho, já com a camisola da Associação Académica de Espinho.
A Académica surgiu numa altura em que ainda estava a sentir bastante a morte do meu avô e senti que de alguma forma estava a ter a oportunidade de prestar a última homenagem. Vestir a camisola do meu avô no seu clube de coração! O projeto da Académica não implicava um compromisso tão grande como o do Espinho e ia acabar por conseguir ter mais tempo para organizar a minha como tinha idealizado quando decidi deixar de fazer parte da equipa do Espinho.
Sinto-o sempre quando entro no pavilhão da académica. Eles colocaram uma fotografia dele no pavilhão e a primeira coisa que faço agora quando lá entro é olhar para ele. Passei tanto tempo com ele naquele pavilhão. Era o nosso sítio. Desde pequenina lá ia eu com o meu avô ver todos os jogos de hóquei. Ele adorava ser treinador de bancada (sorrisos!), sempre a dar indicações. E o melhor é que os jogadores olhavam para ele e ouviam o que dizia.
É um orgulho ver o nome dele na escola de patinagem. Também fiz parte da escola e todos os fins de semana estava lá com ele. Tive o privilégio de ter o melhor treinador só para mim. E ainda me lembro que durante a semana, se ele tivesse a oportunidade e me conseguisse convencer, lá íamos nós para académica andar de patins os dois.
É sempre a correr. Acordar em cima da hora, pequeno almoço a correr e seguir para a empresa. Sou engenheira de produção e adoro o que faço. Adrenalina máxima todos os dias. No fim do dia, se não fosse a pandemia, o normal seria ir direta da empresa para o pavilhão nos dias de treino ou beber um copo com amigos numa esplanada qualquer. Tendo em conta esta situação tento fazer pelo menos parte física em casa. No fim de semana tento abrandar um bocadinho o ritmo e focar-me nos acabamentos do meu apartamento (orgulho máximo! Finalmente estou a preparar-me para abandonar a casa dos pais (sorrisos!). Ah, e uma das coisas que não abdico ao fim de semana é de ir até lá baixo ver o mar.
Agora até me fizeste pensar. Mas não, não tenho nenhum amuleto. Não sou supersticiosa. Acredito muito mais no esforço e dedicação do que na sorte. O mais próximo de um amuleto para mim só se for o elástico do cabelo que uso para treinar. Normalmente uso sempre o mesmo durante a época.
Que memória boa de relembrar. Essa brincadeira começou depois de um jogo contra o Sporting na Nave em que ganhamos 3-1 e eu fiz muitos pontos de block out. Sei bem que não sou muito alta para jogadora de voleibol e também não salto tanto como devia (tristeza máxima). O meu pai goza comigo. Diz que não herdei os genes dele que saltava mais de um metro. Não sendo muito alta e saltando pouco tinha de me safar de alguma forma mais técnica.
Tenho três músicas que estou sempre a ouvir no carro. “Brillo” da Rosalia com o J. Balvin, “Uma Lua” dos Melim e “Watermelon Sugar” do Harry Styles. Sou menina para ouvir estas músicas em loop o dia todo.
Todos os livros do Harry Potter. Foi sem dúvida a saga que marcou a minha infância e adolescência. Recentemente voltei a ler todos os livros outra vez e na época de Natal faço sempre maratona dos filmes. Sou completamente viciada.
O meu avô adorava o desporto e passava horas a contar-me as mil histórias da vida desportiva dele. Uma das coisas que dava sempre para perceber era que ele gostava de ganhar. No entanto, apesar de ver o brilho nos olhos dele quando falava das vitórias, sempre me disse que nunca devemos achar que somos melhores do que ninguém, nem deixar que achem que somos inferiores. O meu avô tinha um feitio filho da mãe (a maioria dos amigos dele ou as pessoas que tiveram algum contacto com ele devem achar o mesmo – sorrisos!) e não deixava que ninguém o deitasse abaixo, pelo menos sem dar luta. Para ele, a única forma de provar alguma coisa tinha de ser dentro do campo com esforço, dedicação, atitude e, acima de tudo, muito amor à camisola. Isto era o que ele me tentava incutir sempre que relembrava alguma história do passado.
Francisco, o Espinho vai ser sempre o me clube de coração. Foi o clube do meu tio Valter (irmão do meu avô) e da minha tia Clara. Foi o clube onde o meu avô e o meu pai jogaram. Vai ser para sempre o clube do Toninho e do Sr. Abílio. É clube dos Desnorteados (um obrigado especial ao Victor Gomes que sempre foi incansável a puxar por nós em todos os jogos). O clube dos grandes jogos na Bombonera. O clube que me viu crescer e que ajudou a moldar a pessoa que sou hoje. O clube que me deu alguns dos melhores momentos da minha vida. O clube que me deu amigas e amigos para a vida. Ri e chorei muito de tigre ao peito. Vai ser para sempre o meu clube. O meu Espinhinho.
Pela Académica tenho um carinho imenso. Foi sempre o clube de coração do meu avô, da minha mãe e do meu tio Valter (filho do meu avô). É o clube onde tenho algumas das memórias mais bonitas com o meu avô. Nunca vou esquecer os dias que passámos no pavilhão a andar de patins os dois, a ver jogos de hóquei, de voleibol, de hóquei em campo. E quando ele me levava aos trampolins? Era felicidade pura mim!
Numa final entre Espinho e Académica, independentemente do emblema na camisola, de certeza que me ia lembrar do que o meu avô me disse uma vez…”as finais são para se ganhar”.
Sinceramente, em relação à terceira divisão, já não espero nada. Não sei se vamos voltar. O que eu quero mesmo é ver o Espinho subir à primeira divisão. Quero ver as minhas amigas fazerem o que queríamos ter feito antes desta pandemia acabar com o nosso sonho na época passada. Posso já não fazer parte da equipa, mas vou estar lá a festejar com elas de certeza.
Acho que todos em algum momento da nossa vida pensamos que se tivéssemos feito as coisas de outra forma ou feito outras escolhas, de alguma forma seriamos mais felizes. Mas sabes o que acho? Se mudasse alguma coisa no meu caminho, possivelmente não seria a pessoa que sou hoje. Acredito muito que todas as decisões que tomamos e todos os caminhos que escolhemos, certos ou errados, moldam a nossa personalidade. O truque é saber lidar e aprender com as consequências das nossas ações e decisões. Acho que muitas das vezes mais vale arriscar do que ficar com a dúvida para sempre na cabeça. Podia ter o escolhido o hóquei em vez do voleibol? Podia. Mas neste momento não teria os melhores amigos que alguma vez podia imaginar. Podia ter tirado o curso na força aérea? Podia. Mas talvez não me sentisse tão realizada na minha vida profissional. Podia nunca ter jogado voleibol e nunca ter tido 12 entorses nos pés? Podia. Mas nunca iria saber todo o esforço e dedicação que a recuperação de uma lesão envolve. Nunca iria saber o que é fazer parte de uma equipa. Podia ficar a trabalhar para sempre na mesma empresa e garantir a estabilidade? Podia. Mas onde está a adrenalina? Onde está o desafio? Onde está a vontade de evoluir? Onde está a vontade de crescer e de fazer parte de outros ambientes profissionais? Por isso Francisco, a resposta é não. Não mudaria nada no meu caminho porque de certeza que não seria a mesma Rita Brandão que sou hoje e porque neste momento, independentemente se escolhi o caminho certo ou errado ou se tomei boas ou más decisões, sou feliz. Isto é o mais importante.
Humildade. Tenha perfeita noção que para conseguirmos alguma coisa é preciso esforço e dedicação. Não sou melhor do que ninguém. Nada cai do céu.
Esta é fácil. COM ananás!! (Não sejam esquisitos! Provem antes de dizer que não gostam (sorrisos!)
Bandida para os sunsets e gin para as noites de festa.
Mágico.
Budapeste.
Viajar.
Da minha vida académica, das equipas de voleibol que tive oportunidade de fazer parte nos últimos 20 anos e de todo o carinho da minha família e amigos.
Obrigada por me terem dado a oportunidade de vos dar a conhecer um bocadinho de mim e um obrigado especial ao Francisco por todo o carinho que sempre tiveste pelo meu avô.
De coração cheio,
Brandão
A lição – essa – estava bem estudada, por Nuno Coelho, mas Gerson Amorim levou a melhor. Quem olhar o resultado final (0 – 3) ficará, por certo, com uma ideia errada. A Arena Tigre recebeu na tarde de 27 de Março, o primeiro jogo da atribuição do terceiro e quarto lugar no Campeonato Nacional Divisão de Elite, entre o Sporting Clube de Espinho e o Sporting Clube de Portugal, dois símbolos incontornáveis da modalidade rainha. Embora continue a ser uma realidade à porta fechada, este jogo merecia ter tido público, não só para ver Miguel Maia, como Filip Cveticanin e companhia. São duas equipas que se conhecem muito bem, e depois de terem perdido a oportunidade para disputar o ouro no final da época pelo mesmo reduto (três jogos a zero) há uma gigantesca vontade de ser “o primeiro dos últimos”.
O primeiro set – podemos dizer – foi um hino à modalidade, incerteza no resultado, pontos de parte a parte, embora com um início um pouco atribulado para a equipa de arbitragem que gerou alguns sorrisos (erro de zona de atleta verde e branco), o Sporting Clube de Espinho demonstrou que é sempre um duro osso de roer. A troca de campo deu-se com o placard a assinalar 31 – 33. No segundo e terceiro set, o seis de Gerson Amorim conseguiu impor o seu poderio e a sua experiência, impondo um duplo 20 – 25. Um leão de orgulho ferido perante a derrota pesada frente ao Sport Lisboa e Benfica viajou até à rainha da Costa Verde para fazer as pazes com o seu interior.
A viver um final de época agridoce ao nível do futebol sénior, na Bancada Central esteve presente o Presidente do Sporting Clube de Espinho – Bernardo Gomes de Almeida. O Sporting Clube de Espinho levou ao rectângulo de jogo:
Por seu turno, o Sporting Clube de Portugal trouxe a Espinho:
Em fim-de-semana de dose dupla, a equipa tigre precisou de reabastecer os níveis de concentração, hidratação e paixão! Foi esse o desígnio e era assim o espírito de grupo – aquando da chegada à (já, vazia) Arena Tigre em tempo de pandemia. Um jogo que prometia ser intenso – e foi, excepto no primeiro set – até ao final. Depois de uma viagem a Viana do Castelo ao final da tarde de ontem e um resultado de 1 – 3, a turma de Nuno Coelho aproveitou o descanso até às 15h, mas a entrada da equipa – agora líder do campeonato nacional – foi muito aproveitada. A Associação de Jovens da Fonte Bastardo acabou por levar a jogo alguns atletas que já vestiram alvinegro, e por terras insulares continua Rui Moreira. O primeiro set acaba por demonstrar duas verdades: há um novo candidato a Campeão Nacional e o Sporting Clube de Espinho é um duro osso de roer.
O primeiro set foi muito desnivelado, a turma tigre não chegou aos 10 pontos, mas uma conversa na troca de campos por Nuno Coelho, foi suficiente para o tigre rugir e fechou a contagem com uma vantagem de dois pontos (25-23). O terceiro e quarto set foram equilibrados, e embora o número de erros tenha sido significativamente mais baixo que em outros jogos por parte do Sporting Clube de Espinho, a verdade é que algumas faltas na rede e uns serviços não tão bem conseguidos, foram o suficiente para os insulares fecharem com uma vantagem de dois no terceiro e de quatro no último.
A segunda fase (Série dos primeiros) está-se a aproximar do fim, e com menos um jogo (12) a Associação de Jovens da Fonte Bastardo lideram com 31 pontos – dez vitórias e dois empates – mais 2 pontos que o Sport Lisboa e Benfica e os vizinhos da 2ª Circular – o Sporting Clube de Portugal de Miguel Maia e João Fidalgo.
O tigre da Costa Verde tem agora uma deslocação ao terreno do vizinho Esmoriz Ginásio Clube no próximo dia 27 às 17h.
O cenário está montado, e Espinho conta já com o segundo dia de prova do Surf Pro Espinho. Desde o dia seis a nove, os/as mehores da modalidade de eleição de muitos espinhenses, calcorreiam as ruas da cidade, promovendo a ocupação turística – depois de um verão marcado pelo atípico cenário pandémico. Até ao próximo domingo, a Praia da Baía será palco de manobras, demonstração de equilíbrio, vitórias, derrotas, boas e más ondas.
Paredes meias com uma das principais entidades privadas da cidade – Casino de Espinho – a organização montou uma considerável estrutura de apoio, não só para os atletas mas também à comunicação social que acompanha as provas da World Surf League (WSL).
Parceiros desde o início do projecto (Espinho Surf Destination) – o Município de Espinho – considera importante ter a prova no seu areal, para provar que Espinho não é só o voleibol, e neste cenário global, ser a única cidade no mundo a organizar uma prova de surf com a chancela WSL é mais um motivo de regozijo e satisfação (ou pelo menos, para os que vivem verdadeiramente a cidade e os seus eventos).
Uma outra entidade que é parceira do evento é a equipa dos Bombeiros do Concelho de Espinho. Depois de um verão com bastante actividade no areal e na água (terminada apenas no último dia de Setembro), o Comando destacou uma equipa que acompanhará em permanência (terra e mar) a competição, uma mais valia para o evento, mas também para público que se desloque à Praia da Baía e ainda aproveita os últimos raios de sol de 2020.
Para quem não acompanha a modalidade, os atletas têm 30 minutos para fazer o maior número possível de ondas e a pontuação é atribuída por juízes que acompanham no areal. A equipa parceira da Espinho Surf Destination e WSL efectua trabalhos de fotografia e vídeo não só a partir da areia como também na água. O Município de Espinho conta actualmente com a capacidade e profissionalismo da EspinhoTV na pessoa do Filipe Couto que hoje efectuou imagens aéreas.
O dia de ontem contou com sets de ondas entre um metro e meio e dois metros, e a manhã mostrou-se bonita para outono, mas ao início da tarde surgiu o vento mais intenso, diminuindo assim a qualidade e abundância das ondas, mas ainda tivemos oportunidade de assistir a bons momentos.
A organização (ao contrário de anos anteriores) teve que se munir de equipamentos que asseguram na íntegra a saúde (desinfecção, medição da temperatura e álcool-gel) não só dos praticantes, mas também da organização, convidados e comunicação social.
Depois de um interregno de oito anos, o belíssimo espaço no primeiro piso do edifício municipal na rua 23 reabriu com uma exposição itinerante sob o título “Rostos da República”.
Obedecendo às normas impostas pela Direcção Geral de Saúde, foi desenhado o circuito de circulação de pessoas, e disponibilizado à entrada o álcool gel aos seus visitantes. O presidente da Junta – Vasco Alves Ribeiro – endereçou o convite a espinhenses que (muitos) fizeram questão de marcar presença.
São painéis de ilustres portugueses e muitos com ligação à cidade de Espinho como o autor Manuel Laranjeira, José Salvador (nascido a 1883) e uma outra parte estará patente no Museu Municipal (FACE).
A exposição já esteve patente em duas cidades francesas – Brunoy, com quem de resto Espinho é geminada e a capital francesa.
O cenário pandémico parou praticamente o mundo, e o surf não foi excepção. Depois do areal da cidade de Espinho ter recebido os melhores da modalidade o ano passado numa época mais propícia ao mar (entre abril e julho) as normas da DGS e da Organização Mundial da Saúde fizeram adiamentos em tudo o que é actividade. Assim, a partir de amanhã até ao fim-de-semana, a Praia da Baía será palco da edição 2020 do Surf Pro Espinho.
Para mais informações visite o site:
www.espinhosurfdestination.pt
A Focal Point Studio acompanhará o mais possível, levando depois até si as melhores manobras a cores!
À organização e ao Município (parceiro desde a primeira hora) desejamos as maiores felicidades!
O Oporto Golf Club sagrou-se, no d noomingo, Campeão Nacional de Clubes. Um objetivo – conforme anunciado – estava delineado desde o início do ano e que todos os atletas queriam muito concretizar, dando o máximo em cada momento da competição para sair do torneio com a Taça. Um torneio realizado no campo do Morgado, que estava em excelentes condições, debaixo de um enorme calor mas com um nível de golfe altíssimo que só foi decidido no último putt do torneio. O último dia foi marcado pelo match incrível entre dois clubes vizinhos (Oporto e Miramar), o que fica claramente demonstrado que o Norte tem boas academias e bons profissionais como Eduardo Maganinho e Sérgio Ribeiro.
O Oporto também se fez representar no Nacional de Clubes de Senhoras, 5 anos depois da última presença.
Equipa de Homens
Afonso Girão
João Girão
Vasco Alves
Pedro Sousa Machado
Capitão: Miguel Montenegro
Equipa Senhoras:
Inês Santos
Teresa Alves
Beatriz Mata
Francisca Rocha
Capitão: Miguel Valença
O Oporto voltará a ser notícia entre os dias vinte e três e vinte seis, pois serão nos seus gramados disputado mais um torneio PGA com os melhores jogadores da modalidade (entre eles, Tomás Bessa, Tiago Rodrigues, Leonor Bessa e Susana Ribeiro).
Não podia ter começado da melhor forma, a participação da equipa sénior feminina alvinegra no Playoff de acesso à Primeira Divisão – no Centro de Congressos de Matosinhos. Depois de fazerem parte da história (ao ter sido a primeira equipa a vencer um Campeonato Nacional há vinte e cinco anos) a nova turma do Tigre rumou à cidade vizinha do Porto para disputar um lugar de subida ao principal escalão.
Numa altura de crise pandémica, o pavilhão tinha um número muito reduzido de pessoas, mas ao longe na transmissão (que aconteceu no YouTube da VOLEITV) era perceptível o apoio às atletas que recentemente foram fotografadas pela Focal Point Studio na Nave Polivalente / Arena Tigre.
Embora com um primeiro set com oportunidade para fechar sem grande dificuldade, a equipa tigre perdeu algum discernimento e foi a turma de Lisboa (Lusófona Volleyball Team) que aproveitou da melhor maneira, fechando o set em 25-23.
Como referido ao início da peça, em contexto de pandemia Covid-19 atletas, treinadores, assistentes de recinto utilizavam a máscara e para garantir segurança a cada mudança de campo os bancos eram higienizados (o que permitiu às atletas e respectivos treinadores uns minutos a mais para rectificar pormenores para os sets que estariam para vir.
A turma alvinegra entrou determinada e com vontade de mostrar que o primeiro set tinha sido um “acidente de percurso” e fechou a seu favor. Ainda com alguns momentos de jogo menos bem conseguidos (e fruto de estar no início da época) houve momentos de bom voleibol e erros não forçados por ambas as equipas. Mesmo quando a Lusófona conseguia estar em vantagem a turma de branco e negro não baixava os braços, conseguindo pontos importantes e interessantes. O score virou para 1-1 com uma inscrição de 20-25. O terceiro set foi renhido e apenas se verificou a vantagem de dois pontos (23-25). O quarto set (e último) foi onde se verificou a diferença maior, tendo a turma alvinegra levado a melhor com um esclarecedor 19-25.
As Tigres têm agora dois dias para retemperar as forças e preparar a recepção ao C. S. Madeira na Nave Costa Pereira.
O que chama a atenção do público num vídeo ou num áudio é a colocação de voz, a postura, a naturalidade, o sorriso. E algumas vezes – intromissões de felinos – depois uma montanha de livros e a capacidade de nos fazer viajar pelas palavras de autores consagrados e outros pura (e simplesmente) desconhecidos. Já dei por mim a comprar um livro sugerido pela Roberta, e não me arrependi. Contactá-la foi mais do que um objectivo, não só por falarmos a mesma língua mas por partilharmos paixões inexplicáveis, como o Porto.
Roberta Frontini nasceu no sul de Itália, no paraíso da pasta, do risotto, da doce Julieta. Com formação na área da psicologia e investigadora na área da Saúde, Roberta lançou há quase uma década o projecto FLAMES_MR com uma amiga. Baterista nos tempos em que não se deleita por palavras de Agatha Christie ou Tânia Ganho (de quem leu o último “Apneia” e adorou) e é uma adepta dos nasceres do dia no Alentejo, por onde passou este verão de 2020. Por vezes viaja ao Porto para matar saudades (ah! sim, e levar mais um livro para a sua vasta biblioteca).
FA – Roberta, o que fica de um livro? A primeira frase, o primeiro acontecimento marcante ou a última palavra?
RF – Cada livro é único. Não saberia responder. Há livros onde o que me toca é a escrita. Noutros a história… depende muito.
FA – Apaixonada pelas letras desde cedo, ou foi uma paixão que surgiu com o avançar da juventude?
RF – Desde cedo. Provavelmente a culpa é da minha mãe que sempre leu muito. Por outro lado, também me lembro do meu pai me ler (e inventar) algumas histórias. Tenho vídeos meus onde ainda não falava, com livros na mão (virados de pernas para o ar!!) e eu a ler (a inventar sons na verdade) em voz alta.
FA – Em algumas fases dos livros (fruto da tua formação) defines um perfil mais pormenorizado da personagem que o autor?
RF – Sim… acho que sim. Não é bem um perfil, mas quando aparece uma personagem com uma perturbação mental é comum eu escrever alguns dos critérios de diagnóstico de lado. Mesmo que a personagem não tenha um diagnóstico definido eu costumo sublinhar e colocar de lado o nome da possível perturbação /ou o sintoma.
FA – De todos os autores que admiras, a qual gostarias de fazer duas perguntas difíceis?
RF – Talvez ao Charles Dickens e à Agatha Christie, mas já não o poderei fazer nesta vida (sorrisos!)
FA – É mais difícil ler um livro complexo ou explicar a paixão pelo Porto?
RF – Boa questão (sorrisos!), não sei bem porque a cidade do Porto mexe tanto comigo. Acho-a linda, e as pessoas são maravilhosas!
FA – Se fizermos uma passagem (atrás no tempo) que Roberta vês numa moldura da cómoda da avó?
RF – Fotos de uma menina sempre sorridente mas com um olhar tímido…
FA – Com raízes em Itália, que sensações experimentas numa cidade como Verona?
RF – Eu nasci no sul da Itália, por isso todas as minhas viagens ao norte (Verona, Milão, Brescia, Bergamo, etc.) me deixaram um pouco… insatisfeita (tirando Veneza). Por exemplo, em termos de comida, fiquei um pouco desgostosa. Mas Verona foi uma agradável surpresa até…
FA – Leva-nos agora ao filme “Letters to Juliet”. Partirias numa aventura como a doce Sophia?
RF – Olha, esta pergunta lembrou-me a minha ida a Verona. Na altura em que fui a Verona foi inserido numa viagem que fiz com o meu pai ao norte de Itália. Não estava estipulado irmos a Verona. No avião meti um filme ao acaso e calhou o “Letters to Juliet”. Passado uns dias os amigos onde estávamos hospedes perguntaram se queríamos ir a Verona e eu disse logo que sim. Foi muito interessante estar na cidade depois de ter visto o filme. Mas respondendo à pergunta… claro que sim!
FA – Numa viagem por Itália, que obras te acompanhariam?
RF – Sou uma exagerada, quando vou de viagem levo imensos livros. Tenho o terror de ficar sem nada para ler. Mas quando vou a Itália geralmente não levo nenhum e vou comprando. Na minha última ida lá descobri os livros de Andrea Camilleri que, na minha opinião, devem ser lidos em italiano. O dialeto siciliano, a cultura, as comidas, e a atmosfera de mistério que os livros impregnam são aspetos maravilhosos. Um outro livro que acho adequado é “Pictures from Italy” de Charles Dickens que nada mais é do que um diário das suas viagens por algumas das cidades italianas mais importantes.
FA – O primeiro livro é como o primeiro amor? Não se esquece?
RF – Não… o primeiro livro não se esquece, sem dúvida! Lembro-me como se fosse hoje das sensações que senti com o meu primeiro livro! O primeiro amor já esqueci (sorrisos!).
FA – Perdes-te por uma série da Netflix ou trocavas facilmente por um conjunto de livros de autores que admiras?
RF – Perco, mas troco facilmente! Claro!
FA – No YouTube (entre as montanhas de livros apresentados) mostraste uma Graphic Novel de Anne Frank, fazendo uma viagem no tempo em que leste pela primeira vez. Há livros que voltarias a pegar?
RF – Sim… há imensos livro que eu gostaria imenso de reler. No entanto: “So many books, so little time”. Posto isto, devo dizer que estou a reler alguns livros da Agatha Christie e do Charles Dickens, e releio todos os anos “O Principezinho” (ultimamente tenho relido em outras línguas para variar um bocadinho).
FA – Aguardar por um livro e depois achar a sinopse bem mais interessante que o conteúdo, que sentimentos te invadem?
RF – Pois… publicidade enganosa… fico um pouco enraivecida, e é por isso que tento não as ler.
FA – Deste alguma importância à “polémica” de J.K. Rowling no que se refere à Livraria Lello e que afinal de contas não conhecia e nunca lá tinha estado?
RF – Não. Acho que há coisas bem mais importantes para se discutir nos tempos que correm.
FA – Numa maratona literária, o que é mais incomodativo? As mensagens no WhatsApp ou uma dor de cabeça?
RF – (sorrisos!) as perguntas incessantes que algumas pessoas fazem e que estão explicitamente explicadas nas regras. Bastava lerem as regras.
FA – Do projecto de entrevistas “O teu FLAMES num ano 2019” que conversas foram mais fáceis de conseguir?
RF – Adoro o projeto “O teu FLAMES num ano…”. Espero voltar a fazer em 2020. Não consigo nomear uma pessoa, mas gostaria de dizer que às vezes os autores/personalidades que achamos mais “inacessíveis” são os mais “fáceis”.
FA – A barreira de um milhão de visitas teve um sabor especial?
RF – Confesso que não porque eu sou extremamente despistada com estas coisas.
FA – Que principais entraves encontraram no início do projecto Flames?
RF – Chegar a mais pessoas. No início as redes sociais estavam a começar… por isso aumentar o número de seguidores era difícil. Lembro-me que passamos muito tempo com 6 seguidores…
FA – Na rúbrica “Lembram-se?” conseguimos ver que nem sempre a fama é uma coisa boa. Que história marcou mais?
RF – Tenho de repescar essa rúbrica. É das minhas rúbricas favoritas. Faz-me procurar e pesquisar coisas e faz-me ficar nostálgica. Acho que a história que me marcou mais foi a do “menino da Kinder”.
FA – Que voz convidariam para uma leitura encenada de poesia ou um conto?
RF – Uma pessoa que já faleceu… a minha voz favorita no mundo inteiro: Alan Rickman.
FA – Da esfera dos blogues, quais marcaram? E dos que fecharam, alguns disseste em silêncio “ainda bem…”?
RF – Nunca senti “felicidade” por algum blogue ter fechado… Na esfera dos blogues houve uma altura em que havia muita competitividade. Mas depois quando comecei a integrar-me na comunidade booktuber tive o sentimento contrário e acabei por esquecer um pouco isso. Os booktubers são muito mais simpáticos (desculpem a honestidade). Um blogue de que gosto particularmente é o “Livros e Papel” da Inês. Gosto muito dela.
FA – O silêncio para a leitura ou uma seleção musical distinta?
RF – Silêncio! Gosto demasiado de música e isso distrai-me.
FA – “Se eu pudesse…” – o que te vem primeiro à cabeça?
RF – Passava a vida a ler (muito óbvio, mas foi sincero).
FA – Um livro já foi o mote para um amor?
RF – O mote não… mas sem dúvida que tiveram um papel fundamental 😊
FA – Um dia perfeito tem literatura, Itália e um pedaço de Porto?
RF – Sem dúvida. E música. Mas queria aproveitar para dizer que estas férias tive o privilégio de conhecer melhor o Alentejo, e está a ganhar um espaço importante também no meu coração 😊
FA – Obrigado 🙂
RF – Obrigada eu!
É possível morrer de amor? Perguntei eu uma vez! Não! Nunca ninguém morreu disso! Nem mesmo Inês? Aí, fez-se silêncio. Silêncio, a palavra que marca o início da noite no idílico cenário do Castelo.
Mas podemos morrer por amor à arte? Ao teatro? À esperança no futuro melhor? Se sim, Inês e Pedro provaram-no! Pedro fez finca pé ao pai por se ter apaixonado pela dama de companhia de Constança. Foi amor à primeira vista, e tal como o primeiro (e verdadeiro) não se esquece. As Décadas de Sonho, empresa e companhia de teatro especializada em espectáculos históricos, em estreita parceria com o Município de Santa Maria da Feira e a Comissão de Vigilância do Castelo, protagonizaram nos dias 1, 8 e 15 uma recriação que fez esquecer os tempos em que vivemos.
Arregaçaram as mangas, deram as mãos, estabeleceram sinergias e quem ficou a ganhar foram os espectadores, que rumaram àquele lugar. Além de estarem no espectáculo cumprindo as medidas impostas pela Direcção Geral de Saúde (máscara e distanciamento social), eram recebidas por uma vasta equipa que realizou um trabalho notável, (desde logo), o fluxo de circulação controlado, deixando assim de lado o cenário de aglomerados, e cada pessoa que entrava era-lhe feita a leitura da temperatura. As escadas em pedra, calcadas pelo tempo e pela histórias são percorridas por pequenos grupos. Ao chegar ao anfiteatro, (já com o palco e as luzes avermelhadas nas torres) jovens donzelas (vestidas à época) de voz terna e bem colocada acompanhavam aos lugares previamente reservados.
A música convidava ao recolhimento, à melancolia dos amores de outros verões. Quem não perdeu oportunidade de estar presente no segundo dia (8) foi Emídio Sousa – Presidente da Autarquia – que acompanhado de sua esposa, mostrou ser seguro visitar a Feira e participar nos seus eventos em tempo de pandemia. Embora se tenha procedido ao adiamento da viagem medieval, o Município não quis esquecer o evento e apoiou algumas iniciativas (designadamente gastronómicas e pequenos espectáculos). Risco teria sido não levar a cena esta peça, tão bem conseguida pela “Décadas de Sonho”, habituada a criar (e recriar) a história nos mais diversos cenários, mas a receptividade e auxílio do Município e da Comissão de Vigilância do Castelo foram preponderantes para o sucesso.
O certame – com duração aproximada de uma hora e trinta (sem intervalo) – segue os trilhos da história, intercalando momentos de ternura, com diversão (como são os treinos de espada de Pedro e António), das danças tradicionais às orientais, às lutas entre guerreiros nos patamares superiores laterais (o que “Obrigava” o espectador a fazer parte de um todo) ao fogo.
A mim (sem qualquer dificuldade) ecoam (em distintos momentos) três poesias diferentes, mas nas quais deveríamos sentir orgulho. Desde logo com as estrofes que Luís de Camões dedicou à doce Inês:
Estavas, linda Inês, posta em sossego
De teus anos colhendo o doce fruito…
Depois, as palavras de António Zambujo, quando canta:
Sonha um dia amar assim
Por um beijo, num banco de jardim
Mas o amor não é para qualquer um
Ser artista, não é uma vantagem
Os artistas amam um dia
Vendo o amor, apenas de passagem
E depois por Ruy Belo:
Inês morreu e nem se defendeu
Da morte com as asas das andorinhas
Pois diminuta era a morte que esperava
Aquela que de amor morria cada dia
Um momento que não passou de todo despercebido e gerou até grandes aplausos foi o momento em que em palco estava apenas Constança e Inês. A voz de Constança entoando uma melodia / letra bela (embora de sofrimento) arrancou arrepios. A doce Inês permanecia imóvel em segundo plano mostrando diversas emoções. De resto, o elenco soube viajar e transmitir os mais nobres dos sentimentos. E é isso que distingue a cultura do resto.
Esta viagem por “Pedro e Inês – O amor proibido” tem um desfecho diferente da “história”, Inês reaparece em cena viva e é coroada rainha, levando a corte a beijar-lhe a mão, vestida num tom branco que assentava na perfeição. A última dança de Pedro e Inês é a recriação no paraíso, ambos de branco e o tão esperado “juntos até ao fim”.
Texto: Francisco Azevedo
Fotografia: Francisco Azevedo & Pedro Fonseca
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Francisco Azevedo: francisco.azevedo@focalpoint.pt
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